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O mistério dos megálitos de Pai Mateus

 

Imagem de Wikipedia

Situado no interior do Parque Nacional da Serra da Capivara, o lajeado de Pai Mateus no estado da Paraíba é literalmente um pedaço importantíssimo da pré-história do Brasil, sendo um lugar que abriga um dos fenômenos naturais mais incríveis de nossa região com seus blocos megalíticos datando de milhares de anos.

Para se chegar aos megálitos de Pai Mateus, é preciso dirigir cerca de 200 quilômetros adentro pelo interior ao longo da costa de João Pessoa. Após uma subida não muito difícil chegamos até um lugar chamado cúpula da rocha, onde se tem uma visão de 360 ​​graus da Caatinga nordestina, composta por uma vegetação extremamente seca e resistente ao calor abrasador da região. Na estação seca a floresta perde completamente suas folhas e a paisagem fica branca recebendo o nome característico de Caatinga que significa “floresta branca” na língua tupi.

Índios Cariri os habitantes originais da caatinga

As bases de granito sólido conhecidos como Lajeado na região, vem do termo “coleção de pedras” do idioma português. Situado na região nordeste do Brasil em uma região conhecida como Cariri, o termo lajeado é usado especificamente para indicar um amontoado sobrenatural de rochas de granito muito antigas e desgastadas, situadas no topo de uma escultural colina que costumava abrigar os indígenas cariris que viveram na área por mais de 10.000 anos. E de fato vestígios arqueológicos mostraram que estes indígenas usaram muitas das grandes pedras ocas do local como abrigo, local onde hoje ainda se pode ver a arte rupestre que eles deixaram.

Imagem de Wilkipédia

É dito que a tribo dos índios cariri era muito valente, resistindo bravamente aos portugueses na época da colonização. Historiadores modernos contam que eles resistiram a todo custo à escravidão imposta por eles, se recusando completamente a misturar sua cultura com os costumes europeus dos colonizadores.

Infelizmente os índios cariri originais foram dizimados, sendo totalmente exterminados pela cultura do homem branco, assim como na maioria das regiões onde o conflito étnico devastador oriundo das grandes navegações acabou por destruir.  Hoje só o que resta dos cariri são as pinturas rupestres encontradas na maioria das rochas de Pai Mateus.

O misterioso eremita

A história oficial não tem muitos dados para fornecer informações de quem seriam de fato os habitantes da região até o século XVIII. Entretanto a história local fala de um excêntrico personagem que apareceu pelas redondezas aparentemente do nada. Seu nome era Pai Mateus. A verdade é que ninguém sabe ao certo se esse era de fato seu seu nome verdadeiro. A lendas locais dizem que ele era um curandeiro que vivia como um eremita em uma das pedras da colina, e segundo os moradores da região, a cama e a mesa que ele supostamente usava, feitas igualmente de pedra, ainda estão no local.

Os mais velhos dizem que os nativos locais vinham até ele a fim de serem curados de suas moléstias. Segundo a lenda, ele descobria com sua reza o que havia de errado com aqueles que o procuravam e os curava usando apenas plantas medicinais. Ao longo de quinze anos então o velho teria desaparecido tão repentinamente quanto havia aparecido, se transformando literalmente em uma lenda onde ninguém consegue responder de onde ele veio e nem para foi.

A história do povo indígena do Cariri e o de Pai Mateus é com certeza um capítulo ao mesmo tempo triste e fascinante da história do Brasil, onde povos indígenas originais foram dizimados, juntamente com suas riquezas culturais que muito tinham a nos revelar sobre o passado pré-histórico daquela região.
Parede construída com imensos blocos megalíticos em Pai Mateus - Foto de Ana Jacobs

Formação natural ou resquícios de uma antiga civilização?

A explicação científica da formação geológica do sítio arqueológico de Pai Mateus é que suas pedras estão lá há mais a de 500 milhões de anos, o que seria o resultado de um longo desgaste do solo devido a rachaduras naturais e grandes variações de temperatura. No entanto algumas observações no mínimo intrigantes nos forçam a repensar totalmente essa proposta.

Em refutação a este argumento precisamos acrescentar que algumas das rochas megalíticas de Pai Mateus pesam mais de 45 toneladas, tendo por volta de 4 a 5 metros de altura e empilhadas em uma misteriosa base rochosa que nada tem haver com o acaso apresentado pela teoria geológica. Ao contrário disso ela se parece com algo completamente intencional, uma imensa parede de pedra que pode ter feito parte de uma civilização antediluviana há muito perdida.


Assim como as misteriosas paredes de pedra de Pai Mateus que percebemos nitidamente terem pertencido a construção de uma civilização pré-histórica, portanto, antediluviana, as fotos abaixo que pertencem as Paredes de Pedra em Paraúna, na cidade de Goiás, nos mostram igualmente que a América do Sul foi palco de civilizações hoje completamente desconhecidas pela arqueologia. 

Paredes de pedra de Paraúna - Foto cortesia do arqueólogo J. A. Fonseca

Paredes de pedra de Paraúna - Foto cortesia do arqueólogo J. A. Fonseca

Temos também o sítio arqueológico Lajeado Manoel de Souza com acesso através do local onde se encontram as estruturas megalíticas de Pai Mateus, no hotel Fazenda de mesmo nome, o qual é repleto igualmente de pinturas rupestres que retratam os costumes da antiga etnia dos cariri.

Lajeado Manoel de Souza

 

 Um antigo mundo que desapareceu sob as águas do dilúvio

dessa forma podemos entender que as ruínas de Pai Mateus não se tratam de uma formação natural, mas sim de fragmentos de antigas construções que sobreviveram ao tempo a as imponentes águas do dilúvio, justamente por seu grande peso, tamanho e dureza, algo que jamais tijolos e argamassa conseguiriam fazer na região úmida do continente sul americano.

E indícios arqueológicos de outras partes do mundo muito similares ao de Pai Mateus podem apoiar ainda mais este argumento, como é o caso das incríveis e colossais ruínas de Gornaya Shoria na Rússia.

O sítio arqueológico de Gornaya Shoria é formado por colossais blocos maciços de pedra de granito. Sua superfície contém ângulos e lados incrivelmente retos, mostrando que não é algo natural. Com peso estimado em mais de 3000 toneladas e cuidadosamente empilhadas, indicam terem sido produzidas por uma civilização com conhecimentos altamente avançados ou mesmo humanoides com força descomunal, os quais podem ter sido de fato os gigantes descritos na Bíblia. A descoberta de Gornaya Shoria foi feita pelo Professor Georgy Sidorov em uma expedição ao território da Sibéria em 10 de março de 2014.

Megálitos de Gornaya Shoria - foto de Jaime Ortega


Megálitos de Gornaya Shoria - foto de Jaime Ortega


Referente a esta proposta os indícios mais coerentes indicam de fato que o mar do norte juntamente com toda a camada de terra adjacente foram completamente engolidos pelas espessas camadas de gelo no final da última era glacial. Um lugar que certamente foi ocupado por inúmeras civilização com culturas e conhecimentos formidáveis confirmado pelos muitos artefatos ali ocasionalmente encontrados provindos das camadas mais profundas de gelo do local.

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Entretanto, não há evidências arqueológicas de que os habitantes do agora congelado mar do norte tenham sido simples caçadores coletores nômades proposto geralmente pela teoria da evolução. Ao contrário desse argumento, percebemos nitidamente que houve ali civilizações com conhecimentos altamente avançados corroborados por importantes evidências documentais, como o mapa de Piri Reis do século XV que é frequentemente citado como a prova de uma civilização pré-histórica tecnologicamente avançada. De origem turca, o mapa de Piri Reis da indícios de ter sido construído com base em outros mapas muito mais antigos, mostrando com grande precisão a costa da Antártida completamente ausente de gelo. 

Mapa de Piri Reis Mostrando o Litoral do Brasil


Da mesma forma ele apresenta os continentes da América do Norte e do Sul com seus detalhes geográficos precisamente ordenados muito antes de terem sido explorados pelos europeus. Assim a Antártida mostrada no Mapa de Piri Reis sem gelo, bem como os artefatos datados de centenas de milhares de anos nela encontrados, pode muito bem reforçar a ideia de que este continente foi coberto de gelo há milhares de anos, sendo antes disso repleto de grandes civilizações.

Da mesma forma como a Antártica é apresentada no mapa de Piri Reis, outro vasto continente meridional semelhante a ela também aparece esboçado em outros mapas de tempos muito antigos conhecido como "Terra Incógnita Australis". O relevo apresentado porém é totalmente diferente dos contidos em nossos mapas modernos, algo que pode estar diretamente ligado as lendas dos grandes continentes perdidos como Mu e Atlântida, e nesse caso em especial, confirmar a ligação da Austrália com o continente asiático. O vídeo abaixo lhe apresentará inúmeros argumentos que reforçarão ainda mais tudo o que foi dito nas linhas acima, sugiro que o assista.

Exploradores, Mapas antigos e Sociedades Secretas



A teoria do pesquisador Charles Hapgood que estudou minuciosamente o mapa de Piri Reis na década de 1950, apresenta que a crosta terrestre mudou no ano 9600 a.C., estágio no qual a Antártida teria se deslocado várias centenas de quilômetros para o sul. Antes dessa mudança porém, ela foi repleta de grandes civilizações, denominadas por ele como Atlantes, os quais podemos chamar simplesmente de civilizações antediluvianas que desapareceram com a grande inundação global descrita na Bíblia.

Sabe-se agora que não havia exatamente uma separação entre o velho e o novo mundo. É fato que hoje mesmo historiadores mais conservadores  concordam com a ideia de que os nórdicos chegaram à América muito antes de Colombo, apoiado é claro pela firme documentação e evidências arqueológicas da terra nova. Entretanto o mesmo grupo de pesquisadores não aceita as evidências apoiadas pelas expedições e pesquisas de Thor Heyerdahl de que os Polinésios e sul-americanos, e possivelmente os egípcios e mesoamericanos teriam tido contato transoceânico.

O fato é que essas teorias acabaram encerrando a carreira acadêmica de Hapgood, apesar do apoio de ninguém menos que Albert Einstein. Hoje os clássicos livros escritos por Hapgood são leituras obrigatórias para todos interessados no tema continentes perdidos dentre eles podemos citar: 'The Earth's Shifting Crust', 'the Path of the Pole', e os recentemente republicados 'Maps of the Ancient Sea Kings'. No vídeo abaixo você terá acesso a uma extensa pesquisa sobre estes assuntos.

Os primeiros habitantes das Américas - Origens indígenas do Brasil


Gigantes das Américas - Origens

 


Kadumago História e Arqueologia

Sou historiador, artista conceitual, escritor e compositor. Um homem apaixonado pelo conhecimento que se sente feliz em poder propaga-lo através de criações artísticas e audiovisuais.

3 Comentários

  1. Matéria muito boa e interessante mas tenho dois pontos a comentar com os quais discordo de vc. Primeiro... vc está errado a respeito do Povo Indígena Kariri. Nós não fomos extintos! Sim. Fomos quase dezimados mas muitos de nossos ancestrais sobreviveram e hoje nós descendentes lutamos por nossa identidade e território. Aconselho a vc pesquisar mais a respeito do povo da nação indígena Kariri da qual faço parte. Nós estamos vivos, fortes e lutamos.
    O segundo ponto é sobre o mapa de piri Reis... este mapa não é oq pensam ser. Aconselho a vc e a quem se interessar em saber mais sobre isso assistir o vídeo "Desmistificando o mapa de Paris reis" do canal fábrica de noobs.

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    1. Olá amigo, obrigado, fico feliz por sua presença e apreciação ao post. Em relação a sua refutação, é lógico que a etnia cariri a qual me refiro não é a de hoje que estão geneticamenete misturada, mas sim aos originais de milharesd e anos. De qualquer forma agradeço por deixar sua posição pessoal que sempre será apreciada e respeitada por minha pessoa, tanto aqui no blog como lá no canal. Um grande abraço, volte sempre!

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  2. O Dante Kaligare não leu que kadu escreveu 10.000 anos atrás, e não se referiu a um deacedente muiiiiiiiiiito distante como vc. Preste atenção na leitura 📚 kaligare.

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